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A iniciativa de algumas pessoas da antiga Comissão Organizadora do XIII ENUDSG (Encontro Nacional em Universidades Sobre Diversidade Sexual e de Gênero), tem ajudado travestis, transexuais e transgêneros a aprimorar sua formação e a tentar uma vaga no Ensino Superior. Com o apoio da Universidade Federal de Goiás (UFG) através da Coordenadoria de Ações Afirmativas (CAAF), foi inaugurado dia 19 de abril, o cursinho preparatório para Enem e vestibulares Prepara Trans.

 

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De forma gratuita e com o auxílio de professores voluntários, o projeto visa um melhor preparo na formação de vestibulandos trans. Os encontros são realizados no período noturno, na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás, e cada dia corresponde a um novo eixo do conhecimento. Para Eros Mann, participante do projeto, os diferenciais presentes no cursinho são quesitos muito positivos em relação ao alcance de resultados.

 

"Minha expectativa vai além do resultado das pessoas que estão estudando conosco, quero que realmente seja rompida a barreira que o ensino regular ergueu entre essas pessoas e o acesso ao conhecimento. O Prepara Trans tem diferenciais como o uso do nome social e o uso do banheiro de acordo com o conforto da pessoa. O objetivo é incluir de uma vez por todas as pessoas no processo pedagógico", conta Eros.

 

Pessoas trans desafiam os conceitos cristalizados na sociedade sobre gênero e sexo. Muitas vezes, a reação da sociedade em relação ao assunto se dá em tom predominante negativo. O processo cruel de exclusão marcado pela transfobia (preconceito/fobia contra pessoas trans), a dificuldade de inclusão no mercado de trabalho e o leque de opressões vivenciadas por essas pessoas, levantam a questão da necessidade de iniciativas como a do cursinho Prepara Trans.

 

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O uso do nome social dos estudantes e a utilização de sanitários de acordo com a preferência dos mesmos é de extrema importância para a comodidade dos alunos trans. Não há registros de cursinhos preparatórios para Enem e vestibulares no Estado que adotem esse método, assim, excluindo esses alunos do meio acadêmico.

 

"Queremos possibilitar que as pessoas trans e travestis se preparem de forma acolhedora e integral para o ENEM, tanto pela possibilidade de obter certificação do Ensino Médio como para adentrarem e ocuparem a universidade, que é nosso maior foco. Queremos uma universidade que seja mais plural e que tenha a cara de todo o povo, não só daquilo que é considerado “padrão”. Além disso queremos ser uma forma de apoio para todas as pessoas trans e travestis, mesmo aquelas que já estão na universidade.", conta a equipe organizadora.

 

Por ser uma iniciativa coletiva e autônoma, o projeto se mantém através de doações de materiais de papelaria e escritório. O cursinho não conta com fins lucrativos e nem está associado a empresas, entidades ou organizações ligadas ao capital.

 

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