Por

MARIANA GUIMARÃES CARNEIRO

CULTURA

A chama viva da literatura goiana

Olho

O estado de Goiás foi berço de diversos escritores,poetas e afins como, por exemplo, José Décio Filho, Bernardo Élis e ainigualável Cora Coralina.Apesar de muitos acharem que a vida literária goiana já está a tempos morta e que a produção nessa área é ínfima, os jovens do cerrado se mostram cada vez mais contraventores desse pensamento.

 

Órgãos como a UBE (União Brasileira de Escritores), a ALB (Associação de Letra do Brasil) e a ANE (Associação Nacional de Escritores) já se encontra no estado a algum tempo e tem tido papel ativo no incentivo de publicações, eventos e descoberta denovos talentos.E foi nessa onda de incentivo, munido juntamente com uma imaginação fértil e livre que talentos regionais surgiram como, por exemplo, o aspirante a escritor Alessandro Carneiro, 23. O anapolino, que também é estudante de Designer de Ambientes na Universidade Federal de Goiás, atua em diversos gêneros literários diferentes como crônica, poesia, conto e miniconto.

 

O literato conta que inicialmente sua paixão e descoberta do dom para a escrita surgiu através do incentivo de um professor de redação do curso pré-vestibular em que ele estudava e que desde sua primeira redação narrativa, não parou mais de escrever e ampliar seu campo de atuação. Apesar do pouco tempo de prática (o escritor desenvolve seu trabalho a menos de um ano e meio) as conquistas já foram diversas: Ficou em terceiro lugar em um concurso literário e publicou um conto em um livro sobre antologia literária junto com outros escritores iniciantes, sendo ambos os acontecimentos promovidos por editoras paulistas. Além disso, ele acaba de lançar um e-book pela Saraiva Online, onde reúne diversos dos seus trabalhos não publicados.

 

Apesar das dificuldades impostas para seu crescimento e reconhecimento profissional como, financiamento para impressão de seus projetos de livros, ele acredita em bons prospectos para sua carreira e incentiva outros jovens que tem interesse a experimentarem e desenvolverem suas habilidades discursivas.

 

“Minha paixão pela escrita nasceu de forma repentina, mas hoje é uma coisa que toma conta da vida e do meu coração. Escrever para mim é algo tão natural e fluido que simplesmente não vejo mais como parar. Sei das dificuldades que essa carreira impõe para conseguir uma boa publicação e reconhecimento, mas acredito que através de um trabalho árduo todas as minhas expectativas relacionadas a minha carreira se realizarão. Acho importante também falar e, não perco a oportunidade, de incentivar outros jovens que assim como eu não acreditavam que podiam escrever. É preciso dizer para as pessoas que elas podem e conseguem sim produzir material de qualidade”, diz ele.

 

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