Vende-se chapéus

e umas histórias

Amanda Damasceno

- Eu nunca sei direito por onde começar – falei meio sem jeito. Afinal, que tipo de repórter eu seria sem nem saber começar uma entrevista?

 

- Começa pelo meio, depois você volta pro começo – ele disse, como se fosse a ideia mais natural do mundo.

 

Eu estava dentro de um ônibus, saindo de Goiânia e indo pra Brasília com dois amigos. Minha cabeça, no entanto, tinha ficado na Cidade de Goiás. Lá, há uma semana surgiu o motivo dessa viagem marcada de supetão. Será que comprar um presente foi exagero? Será que ir foi a melhor decisão?

 

O começo aconteceu num final de domingo desses bem comuns em que a gente come o dia inteiro com a família e depois não consegue nem levantar pra trocar o canal da televisão. Já era tarde, mas antes do intervalo os apresentadores do Fantástico anunciaram que naquele dia ia passar uma reportagem do Marcelo Canellas. Decidi ver. Chegar com um pouquinho de sono na aula do outro dia nem seria tão ruim assim.

 

Eu nem podia imaginar que algum tempo depois iria conhecer aquele cara: um homem que largou tudo o que tinha em São Paulo pra viajar o Brasil em um furgão vendendo chapéus. A história dele me encantou desde o princípio. Tanto que fiz minha irmã parar de estudar pra ver a reportagem a que eu tinha acabado de assistir. No dia seguinte comentei com meus pais no café da manhã e com todos os meus amigos.

 

Conheci o chapeleiro aproximadamente um mês depois de tê-lo visto na TV. Estava cobrindo o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental quando vi o mesmo furgão verde da reportagem ali na minha frente. Voltei correndo pra sala de imprensa pra contar pro meu amigo “Olha só que loucura, aquele chapeleiro da reportagem do Canellas tá por aí, na mesma cidade que eu tô agora”.

No dia seguinte levei todo mundo do meu grupo pra ver o furgão e depois mostrei a reportagem pra eles. Logo estávamos todos cheios de vontade de conhece-lo. E foi na frente de um bar que o acaso, novamente, colocou o chapeleiro na minha frente. O acaso e um amigo meio bêbado que o viu antes de todo mundo e gritou “Olha lá o cara do chapéu, Amanda”.

 

Ele olhou pra gente e na hora eu quis sumir de vergonha. Mas logo descobri que pra conhecer a pessoa que andava debaixo do chapéu, tinha valido a pena ter ficado um pouco sem graça. Du – é esse o nome do chapeleiro – conversou um bocado. Falou do show que tinha acontecido na cidade, contou um pouquinho da sua história e saiu pra enfrentar a multidão da frente do bar e pegar mais uma cerveja. Não antes de passar o número do celular e perguntar se queríamos alguma coisa.

 

- Não, não vou querer nada agora, obrigada. Alguém quer?

 

Ninguém quis nada. Então foi atrás de outra bebida. Quando ele saiu, todo mundo começou a comentar o quão era simpático e, quanta coincidência. Podia ser um personagem perfeito pro perfil que eu precisava fazer pra faculdade. “Liga pra ele, Amanda!”, “manda uma mensagem”, “combina uma entrevista por whatsapp.” No sábado de manhã não tive coragem de fazer nada disso, mas à noite encontrei com o Du de novo, no mesmo bar. Achei que isso era um sinal e decidi que ia falar com ele no dia seguinte.

 

Marcamos de nos encontrar duas horas da tarde em frente ao carro dele. Ele estava lá, sentado num banco embaixo de uma árvore num desses dias quentes da Cidade de Goiás. Com os cabelos um pouco longos e aquele jeito despreocupado. Podia ser um cantor de uma dessas bandas alternativas ou um daqueles cantores de 25 anos que, embora você goste muito, acha que vai morrer aos 27 para fazer companhia aos outros grandes cantores que morreram com essa idade.

 

Na verdade ele tem 32 anos e se chama Durval Sampaio. Ou se chamava, já que agora se apresenta como Du E-holic. E-holic quer dizer vício em música e a música é parte importante de sua vida. Tanto que em cada chapéu tem uma etiqueta com o nome do cantor da música ouvida durante a confecção. O chapéu daquele domingo levava uma etiqueta em que se lia “Jack Johnson, Pirenópolis, maio 2014”.

 

“Faz muito tempo que não escuto Jack Johnson”, penso enquanto escrevo. “Vou colocar uma música dele pra me ajudar a terminar esse perfil. ” Ligo o Spotify e coloco na rádio de Jack Johnson e a primeira música é Breakdown.

 

I hope this old train breaks down then I could take a walk around.

See what there is too see, time is just a melody.

 

Nem se eu tivesse planejado encontraria uma música melhor para escutar. Du não precisou que o trem quebrasse para andar por aí, mas decidiu por si próprio ver o que tinha para ser visto. Começou sua viagem em janeiro de 2013 e desde então já quase terminou de dar a volta no Brasil. Faltam sete estados: Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

 

Ele chega nas cidades para conhecer as pessoas e vivenciar o lugar, não para vender os chapéus. Frequenta mercados, praças e conversa. Não usa fones de ouvido, porque isso afasta as pessoas. “Cria uma barreira.” Para conhecer o lugar vai às igrejas, experimenta a comida e escuta a música local. Na cidade de Goiás fez algo que não costuma fazer e buscou a literatura. Afinal era Cora Coralina, ele não podia deixar passar.

 

Também faz tatuagens em vários dos lugares onde vai. Aqui em Goiânia tatuou uma Iemanjá no peito e contou que vai para o Acre fazer uma tatuagem, não sabe dizer qual. No braço esquerdo tem alguns desenhos e vários chapéus, coloridos e outros só contornados, que vão sendo preenchidos com o passar do tempo. No braço direito tem tatuagens da época em que ficou com um circo e um de seus lemas está tatuado no seu antebraço: dentro da figura de uma placa está escrito “Confie em mim! Trabalhe no que vc ama! ”.

 

Essa frase não está apenas tatuada nele, está no seu furgão e implícita em tudo que ele fala. Não só na hora que ele conta que ganhava muito dinheiro com sucata industrial quando largou tudo pra fazer chapéus, mas quando diz que apesar dos perrengues não se arrependeu em nenhum momento de ter resolvido fazer a viagem. Já pegou uma dengue, duas viroses, piolho – em todo canto que você imaginar. Já foi roubado (depenado) em São Luís, Olinda e já levaram seu celular no Pará.

 

Fora algum preconceito que acaba sofrendo por ser descolado das convenções. Se vai numa igreja em uma cidade mais católica por exemplo as pessoas olham e falam, não diretamente, que aquele não é o lugar dele. Em uma vez que deixou o furgão em Brasília e pegou um ônibus para ir a outra cidade, foi expulso da rodoviária por uma gerente, porque ao perder um ônibus resolveu dormir lá para esperar o do outro dia. Em uma cidadezinha de Minas Gerais ninguém falava com ele, por ser alguém diferente, que chegou num carro grande.

 

Esse ar de alguém diferente pode ser o que faz as pessoas o procurarem achando que ele tem drogas. Não tem e a única com que ele convive é maconha, porque qualquer outra acabaria tirando sua liberdade. Ele conhece os lugares ruins, os bons, os péssimos, conhece as formas que as pessoas vendem. Para ele, a relação de cada lugar com a maconha até daria um bom estudo antropológico. Só que acaba não encontrando só gente que fuma maconha, mas gente que usa outros tipos de drogas e acaba “frito”. Sua relação com os “fritos” é ruim, porque ele gosta de conversar e não dá para manter um diálogo com alguém frito.

 

Pedi para conhecer o furgão verde. O furgão 1952 tem placa de Mairiporã, cidade em que o pai dele mora. Du o viu pela primeira vez em uma foto e se apaixonou. O furgão estava só com um colchão, a máquina e a geladeira estavam na casa que alugou em Pirenópolis. Ele não é um trailer, não é adaptado para alguém morar. Isso faz com que todos os dias ele tenha que conversar com alguém para, no mínimo usar um banheiro.

 

Foi então que percebi algo que ele falou desde o início da nossa conversa. Metade da viagem é seu furgão. Não foi apenas uma pessoa que parou pra fotografar ao lado do maior companheiro de viagem do Chapeleiro Sem CEP. Meio casa e meio automóvel o furgão todo desenhado e escrito sempre fica em um local visível. Entretanto, tem que ser em um lugar em que as pessoas tenham tempo.

 

Por isso cidades grandes são evitadas. Em cidades grandes as pessoas não têm tempo pro furgão e nem pra ele. Me disse no domingo e provou ser verdade no sábado seguinte, quando nos encontramos em Brasília. Mas naquele dia eu não sabia que iria encontrá-lo novamente e, principalmente, não sabia que eu teria tanta vontade de reencontrar alguém tão diferente de mim. Nos despedimos depois que conhecemos a casa dele e tiramos algumas fotos.

 

Fiquei pensando no que conversamos durante o resto da tarde e contei para todos os meus amigos tudo o que tínhamos falados. Eu estava realmente encantada pelo meu personagem. Se couber um trocadilho, estava maluca pelo chapeleiro. Foi mais ou menos nessa hora que todo mundo começou a me incentivar a falar com ele de novo, só que dessa vez não para uma entrevista. “Vai lá Amanda, fala que você gostou dele”. “Aproveita que você não vai encontrar com ele nunca mais e fala que queria ficar com ele”.

 

Eu, tímida do jeito que sou não podia fazer isso. Não ia ligar ou mandar uma mensagem pra encontrar com ele, principalmente sem a desculpa da entrevista. Se eu encontrasse por acaso, no show por exemplo, eu até ia lá falar com ele. Pelo menos achava que iria.

 

À noite, na praça de eventos tinha show do Nação Zumbi. Mais cedo a gente até tinha conversado sobre o show, que o Du já tinha visto em uma outra cidade e disse que era “pauleira”. No domingo tinha menos gente do que no sábado, conseguimos ficar num lugar bom pra ver o palco. Enquanto dançava com meus amigos consegui vê-lo do outro lado. Nos cumprimentamos à distância e continuamos, cada um do seu modo, a curtir o show.

 

No show consegui observar que mesmo rodeado de gente, ele faz tudo sozinho. De tarde ele tinha me dito que sozinho consegue fazer uma festa, mas foi só à noite que eu consegui entender isso. A hora exata que eu percebi que ele não precisa se integrar pra ser feliz foi quando o Jorge du Peixe pediu pra todo mundo bater palmas. Quase todo mundo bateu palmas, Du não. Mas isso não fez com que ele parecesse pouco à vontade, e sim que ele mesmo ao redor de um efeito manada conservava a capacidade de decidir por si próprio.

 

Quando o show acabou, não consegui encontrar o chapeleiro na praça de eventos. Então fui com meus amigos pro Coreto, procurar uma pizzaria pra jantar. Antes paramos numa pastelaria que tinha um jukebox. Escolhemos duas músicas e ficamos lá esperando o resto do pessoal chegar para comermos juntos. Enquanto esperávamos a segunda música terminar, Du chegou na mesma pastelaria pra comer. “Um pastel de carne seca, por favor” e todo mundo me esperou ir lá falar com ele.

 

Foi uma decepção geral entre meus amigos quando voltei e falei que não, não tinha tido coragem de falar nada. Mas fomos comer mesmo assim. A pizza podia melhorar a noite de todo mundo depois que a minha timidez fez as esperanças deles, e a minha, irem por água abaixo. Acabou a pizza. Metade queria voltar para a casa onde estávamos e a outra metade resolveu ir pro Bar do Morro do Macaco Molhado.

 

Estávamos indo pra lá quando uma das minhas amigas torceu o pé. Fomos correndo atrás de socorro, os policiais parados no coreto disseram que, infelizmente não estavam com as viaturas, então não podiam ajudar, era melhor que nós ligássemos pros bombeiros. Ligamos e quando a viatura estava chegando fomos pro meio da rua sinalizar que éramos nós que tínhamos chamado o socorro. Foi nessa hora que ele apareceu de novo. Perguntou o que tinha acontecido e se tava tudo bem.

 

Passamos alguns minutos na frente do hospital e levamos a acidentada pra casa. Ela ficou na casa com mais duas colegas e eu e os outros três resolvemos sair mesmo assim, com a promessa que voltaríamos cedo, no máximo três horas estaríamos em casa. Fomos, dançamos um pouco e na hora que saímos encontramos o Du na parte de fora do bar.

 

- Vai lá, Amanda. Fala com ele.

 

- Não tenho coragem, ele tá lá cheio de gente em volta.

 

- Mas ele tá saindo agora, é sua última chance. Eu vou lá falar que você quer conversar com ele.

 

Ele foi e voltou algum tempo depois.

 

- Não tive coragem de falar nada, Amanda. Acho que ele tava bêbado demais pra entender qualquer coisa.

 

- Tudo bem, Júnior. Talvez seja até melhor assim. Eu não ia mesmo saber o que falar...

 

Porém acabamos sentando num pitdog, do lado do chapeleiro. Lá conversamos um pouco mais sobre a viagem que ele iria fazer em breve. Ele já tinha visitado praticamente todo o Norte, por que não só Rondônia e o Acre? Ah, sim, por causa da enchente do rio Madeira. Falamos um pouco sobre o assunto quando descobrimos que já era hora de voltar pra casa. Fiquei sozinha com Du enquanto meu amigo ia buscar o resto da turma e ele me perguntou como fazia pra voltar pra casa.

 

Primeiro eu tinha que saber onde exatamente ele estava, uma vez que eu já sabia que ele não estava dormindo no furgão. Ele me explicou mais ou menos onde era o camping e, felizmente, eu tinha uma noção de onde era.

 

- A nossa casa fica perto da rodoviária velha. Depois de lá você consegue ir sozinho?

 

Como ele respondeu que sim, ele foi conosco até a rodoviária velha e de lá seguiu sozinho. Chegamos em casa e eu mandei uma mensagem perguntando se ele havia conseguido chegar.

 

A mensagem foi respondida no outro dia pela manhã. Ele disse que tinha chegado bem e me desejou uma boa volta pra Goiânia. Perguntei se ele ia voltar pra Pirenópolis naquele mesmo dia, ele disse que sim e eu desejei uma boa viagem pra ele. Ao chegar em Pirenópolis me mandou uma mensagem avisando que já tinha chegado e eu fiz o mesmo quando cheguei em casa. Era pra ter sido esse o fim da história, mas não foi bem assim.

 

Durante toda a semana em Goiânia fiquei pensando como fazer pra encontrá-lo mais uma vez antes da viagem ser retomada. Afinal de contas tínhamos conversado tão pouco em Goiás que eu não sabia se seria o suficiente pra escrever o que precisava. Falei com ele mais uma vez na quinta-feira e descobri que ia pra Brasília no fim de semana, pro VIII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado. Meus amigos iam pra lá nos mesmos dias, “será que a gente pode combinar de se falar mais um pouco? ”.

 

Resolvi que ia levar um livro de presente pra ele, para agradecer toda a gentileza e paciência comigo. Na sexta-feira parei no centro da cidade e olhei vários títulos. Decidi que ia levar Manuelzão e Miguilim, do Guimarães Rosa, faria uma dedicatória quando chegasse em Brasília. Fui pra aula e combinamos o horário de chegar na rodoviária. Ainda fui trabalhar, passei em casa e finalmente estava pronta pra ir. Entramos no ônibus, aquele do início da história, e minha cabeça não descansava.

 

Chegamos a Brasília, mas foi só no outro dia de manhã que encontrei o Du de novo. Dessa vez ele estava sem chapéu na cabeça, o vi de longe mas não o reconheci, então ele veio até onde estávamos e nos cumprimentou. Depois de algum tempo nos sentamos debaixo de uma árvore e começamos a conversar. Foi quando ele me disse pra eu fazer as perguntas que eu quisesse e eu assumi que não sabia direito por onde começar.

 

Então continuamos a apenas conversar. Foi aí que ele me contou que, na opinião dele, a pessoa tem que viajar sozinha, ou então em grupos de três, mas nunca só duas pessoas. Se você é obrigado a conviver com a mesma pessoa durante tanto tempo a relação se desgasta. Além disso, se você chega em determinada cidade e quer visitar algum lugar, a pessoa tem que ir com você pra nenhum dos dois se sentir sozinho, abandonado.

 

Talvez por isso apenas uma vez durante esse tempo de estrada ele tenha sido acompanhado. Certa vez um gato entrou em seu furgão e ficou com ele durante um tempo. E foi embora da mesma forma que entrou no automóvel e em sua vida: de repente. Os gatos não são assim? Nos apegamos a eles e temos certeza que eles gostam de nós também, mas eles prezam sua liberdade e vivem da forma que bem entendem, buscando apenas serem felizes.

 

Foi nessa tarde de sábado que ficamos sozinhos pela primeira vez por muito tempo. No início fiquei desesperada, porque só conseguia pensar em como manter a conversa com ele por tanto tempo. Nem precisava me preocupar tanto, a conversa fluiu e ele me fez sentir tão à vontade que nem vi o tempo passar. Falamos mais que só da viagem, falamos de sua relação com o tempo, sua relação com as pessoas. Descobri que ele não se imagina velho. Acredita que vai morrer novo, o que não quer dizer que ele não pense em ter filhos.

Só que antes disso tudo acontecer, ele vai precisar fazer uma coisa, provavelmente a mais difícil de todas: trocar todos os quilômetros do Brasil por metros quadrados em um lugar só. Não vai ser fácil. “Quando você volta de uma viagem de uma semana e tem que desfazer a mala já não enfrenta um certo luto? Imagina eu, quando desfizer a mala de três anos? ”.

 

Essa frase só entendi completamente quando voltei a Goiânia no dia seguinte. Fui desmanchar minha mala de viagem, dessa vez com a certeza que não encontraria Du por muito tempo. No meio das roupas tinha um bloco de notas com minhas anotações sobre ele. E foi isso que me trouxe a tal sensação de luto, de ter que encerrar o contato com uma pessoa tão encantadora. Me apeguei a ele e tenho certeza que o mesmo se passou com ele, mas a liberdade dele é o que garante sua felicidade. Então o natural é que ele siga seu caminho com o furgão e eu fique aqui, nos meus metros quadrados, com a certeza de que o simples fato de ter conhecido o chapeleiro mudou a minha vida.

Este perfil foi elaborado na disciplina Jornalismo Literário e orientadado pela professora Angelita Pereira de Lima, em 2014.

 

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