Dengue: o que já era ruim

Por Ana Júlia Caixeta, Larissa Rocha, Thaline Gomes, Vinicius Souza e Vitória Maria
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         O Aedes aegypti é o mosquito responsável pela Dengue e é muito parecido com o pernilongo, no entanto possui algumas características que ajudam a ser diferenciado dos outros mosquitos, como suas listras brancas e pretas que ajudam a identificá-lo. É importante combatê-lo, evitando o acúmulo de água parada em recipientes como copos, pneus, tampinhas de garrafa ou vasos de plantas. 

 Mosquito da Dengue. Imagem: Reprodução/Tua Saúde 

       No entanto, lugares com condições precárias de moradia, como as periferias brasileiras, são mais suscetíveis a ocorrência de casos de Dengue por vários fatores, como por exemplo, pela densidade demográfica e pelo saneamento básico precário, potencializando a dispersão de variados problemas de saúde, a contaminação da água pelo esgoto é um problema comum, que faz proliferar doenças infecciosas. 

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Porém, como os holofotes estão voltados para a Covid-19, a população não está se preocupando tanto com a doença, mas deveria, pois ela mata e merece atenção. Uma situação que já era ruim, adicionada a um contexto de pandemia mundial fica ainda pior, por isso, para não sobrecarregar o sistema de saúde e fazê-lo entrar em colapso, as pessoas precisam fazer sua parte e evitar surtos de dengue. 

Poluição urbana. Imagem: Reprodução/EOS Consultores 

          Ao longo do ano passado, foram contabilizados, em média, 980 mil casos suspeitos de dengue no país, embora o país tenha registrado uma queda de 74,3% nos casos de dengue em relação a 2020, é preciso ter cuidado, pois só no primeiro trimestre de 2021 foram registrados mais de 100 mil casos. De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre 3 de janeiro e 13 de março, o país registrou 103.595 casos suspeitos de dengue e, ao menos, 19 mortes por dengue neste ano de 2021.

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Densidade demográfica. Foto: Antonio Milena/SAÚDE é Vital  

Algumas dicas para o combate à dengue: 

- Proteger-se por meio do uso de repelentes; 

- Não deixar água parada e preencher os vasinhos de plantas com areia; 

- Não entrar em contato com as águas de enchente. Caso necessário, utilizar botas; 

- Apenas consumir água filtrada ou fervida; 

- Evitar umidade no corpo; 

- Varrer bem os quintais; 

- Vedar as caixas d’água; 

- Fechar os ralos, deixar garrafas de cabeça para baixo; 

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Lixo nas favelas. Imagem: Reprodução/Rede Dengue 

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Riscos à saúde da população. Imagem: Reprodução/EOS Consultores

          Além disso, aos primeiros sinais de febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, prostração, diarreia, dores musculares e manchas vermelhas pelo corpo, denominadas petéquias ou exantemas, procure uma unidade médica para obter um diagnóstico. 

              Portanto, a Dengue nas periferias brasileiras é um problema de saúde pública e precisa de ações do Governo e da sociedade, ainda mais durante o corona vírus onde a atenção deve ser redobrada, tal como, em imóveis que ficaram fechados durante muito tempo por conta da pandemia. 

               Dessa forma, a conscientização continua sendo a melhor medida de combate e com o empenho de todos, o Brasil tem capacidade para reverter o quadro e reduzir os casos de dengue. 

Referências

5 consequências da falta de saneamento básico. EOS Consultores, 2017. Disponível em: <https://www.eosconsultores.com.br/5-consequencias-da-falta-de-saneamento-basico/>. Acesso em: 05 de jun. de 2021. 

BERGAMO, Karolina. A saúde de quem vive em favelas. Veja Saúde, 2016. Disponível em: < https://saude.abril.com.br/medicina/a-saude-de-quem-vive-em-favelas/>. Acesso em: 05 de jun. de 2021. 

BEZERRA, Clarisse. Como identificar o mosquito da Dengue (Aedes Aegypti). Tua Saúde, 2020. Disponível em: <https://www.tuasaude.com/como-identificar-o-mosquito-da-dengue/>. Acesso em: 05 de jun. de 2021. 

CASTRO, Regina. Habitação, saneamento básico e a proliferação de dengue, zika e chikungunya nas favelas. Rede Dengue, 2016. Disponível em: <https://rededengue.fiocruz.br/noticias/524-habitacao-saneamento-basico-e-a-proliferacao-de-dengue-zika-e-chikungunya-nas-favelas>. Acesso em: 05 de jun. de 2021. 

MENDES, Viviane. Em meio à pandemia, o Brasil registra mais de 100 mil casos suspeitos de dengue no primeiro trimestre de 2021. Segs, 2021. Disponível em: <https://bitlybr.com/52UcD1o>. Acesso em: 05 de jun. de 2021. 

PERES, Carolina. Casos de dengue voltam a crescer em 2021: essa doença mata e merece atenção. Segs, 2021. Disponível em: <https://www.segs.com.br/saude/281504-casos-de-dengue-voltam-a-crescer-em-2021-essa-doenca-mata-e-merece-atencao>. Acesso em: 05 de jun. de 2021.