Por

MIGUEL 
EUGÊNIO

COMPORTAMENTO

A fé?

Olho

A fé move montanhas, sendo elas de pessoas, arbustos ou dinheiro, esse é um fato inegável. A fé vem moldando o mundo desde que ele é mundo, antes de Jesus ser o novo Deus, e até antes de Zeus mandar por essas terras e no olimpo. Parece besteira. Até uma afronta pensar, mas toda a humanidade sempre teve o seu Deus supremo, cujo quem não crêsse em sua magnitude e poder sofreria sérias consequências. Inclusive as religiões politeístas tinham seus deuses superiores. Analisar a história da fé é muito mais de simplesmente analisar religiões e credos, é analisar que o ser humano sempre teve a necessidade de crença, de alguém maior para que ele pudesse depositar suas expectativas e frustações.

 

Talvez esse pensamento possa nos levar a crer que somos todos carentes e

amedrontados, como um bebê que acaba de sair do ventre de sua mãe. Precisamos, então, de algo para nos proteger, algo que podemos confiar e nos estabelecer. Esse algo seria o colo de nossa mãe, ou o de Deus. O colo é tão quente e confortante que nos fazem pensar que o colo alheio não é tão bom quanto o nosso, não é tão perfeito, confiável.

 

Questionamos o colo alheio, dando-lhe defeitos, apontando falhas e muitas vezes o gozando. Não importa de que perspectiva você olhe, o seu colo sempre será o melhor. Pergunte a um muçulmano o que ele acha do colo do ocidente, e para um cristão o que ele acha do colo do mulçumano, provavelmente as respostas serão parecidas, ou no mínimo terão o mesmo fundamento.

 

O colo da fé é ,ao mesmo tempo, que reconfortante, perigoso. Ele pode nos dar base para fazer as maiores atrocidades que o mundo já viu. Desde matar cabras para um deus, a matar mulheres em fogueiras, desde matar milhões em campos de concentração, a matar alguém por sua orientação sexual ou ideologia de gênero. A fé é como se fosse uma droga, que na medida certa pode despertar desde euforia, calma e agitação. Cabe a nós medirmos a dose da droga, ou a abstinência da mesma, saindo assim do seu colo, tocando o chão pela primeira vez, experimentando assim a sensação de ser seu próprio deus.

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