Por

ISA
MAIONE

INTER

NACIONAL

Você sabe o que é Boko Haram?

Olho

O grupo Boko Haram, que é traduzido a grosso modo de dialetos africanos como “a educação não-islâmica é pecado”, representa hoje, um dos maiores grupos radicais e terroristas associado ao islamismo. Criado em 2002 como uma seita religiosa, se tornou com o tempo totalmente radical e muito bem preparado e armado, com ajuda de demais grupos terroristas como Al-Qaeda.

 

O que muda a largas escalas entre o Boko Haram e o Estado Islâmico, por exemplo, é a cobertura. Com ataques à Europa, como Paris, Londres e Bruxelas; a mídia internacional nos conta as causas, os medos e as consequências do terrorismo, mas não aparece nas grandes mídias, por exemplo os atentados subsequentes que vem acontecendo pelas mãos do Boko Haram.

 

Não que os atentados ocorridos na Europa não sejam preocupantes ou que não devam ser pauta e alvo da mídia, mas quem vai se preocupar com o resto do mundo? Por que não se preocupam com os países africanos? Quando uma vida vale mais que outra?

 

De acordo com estatísticas de 2012, na Nigéria, 48,8% da população é Islâmica, concentrada no norte do país, e 49,3% , cristã, espalhada pelo sul. Estudos apontam que, no futuro, o islamismo tende a aumentar e ter uma ligeira maioria; então a conclusão seria óbvia, os cristãos estão sofrendo ataques terroristas. (???????)

 

O que não é uma total verdade. Apesar de ocorrerem casos de ataques no sul do país e até na capital Abuja, onde a maioria é cristã, é no norte que ocorre os maiores polos de ataque.

 

Afinal, islamismo não é sinônimo de fundamentalismo e o Boko Haram exige que a Charia seja adotada entre todos os muçulmanos, ou seja, a não separação entre direito e religião.

 

Com a justificativa de acabar com o pecado ocidental em sua cultura, com a

corrupção, com a falta de pudor das mulheres e com o intuito de implantar o fundamentalismo, eles atacam, matam e sequestram, para continuar com avanço territorial.

 

Os principais casos de sequestros do grupo são de mulheres - crianças e adolescentes, para busca de recompensa e negociar como escravas sexuais, pois os membros do grupo são contra qualquer tipo de ensinamento ou instrução às meninas.

 

O caso mais recente confirmado, pelo governo, foi o ataque a uma escola em Chibok(?), em 15 de abril de 2014, onde cerca de 200 meninas., entre 7 e 15 anos, foram sequestradas.

 

Vídeos atuais mostram algumas dessas meninas fazendo parte do grupo fundamentalista enquanto as famílias de muitas outras vítimas ainda sofrem sem saber como e onde seus entes estão.

 

A atuação vai além das fronteiras do norte do país, alcançando, por exemplo, o norte de Camarões, país com o qual faz fronteira e teve centenas de pessoas mortas durante ataques a uma aldeia, em fevereiro de 2015.

 

A lista não para, são ataques, mortes e vítimas que se multiplicam a cada dia. São apenas estatísticas inexatas de quem não está no centro na notícia. ONGs tentam responsabilizar governo e buscar soluções, mas o mais perto que pode ser chamado de solução são as forcas armadas Nigerianas fazendo um bloqueio para limitar a atividade terrorista, ou mais de 2000 escolas fechadas para (se )evitar casos de sequestro, de acordo com a Unicef.

 

É inocente e sonhador imaginar que qualquer país que tenha condições vá interferir nessa realidade e isso engloba políticas internacionais que requer muito cuidado, mas não deve ser escondido; infelizmente é uma realidade e também deve ser sentida, pensada e discutida.

 

Não é uma opção nos calarmos diante essa tragédia.

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