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POLÍTICA

Imprensa internacional comenta impeachment

Inimigos de Dilma Rousseff são mais acusados de corrupção do que a própria presidenta; imprensa internacional ironiza

Segundo o jornal americano Los Angeles Times, 37 dos 65 membros da comissão do impeachment são acusados de corrupção ou outros “crimes graves”. Os dados foram fornecidos pela ONG Transparência Brasil.

 

“Cinco membros da comissão são acusados de lavagem de dinheiro, outros 6 de conspiração e 19 são investigados por irregularidades nas contas. 33 são acusados ou de corrupção ou de improbidade administrativa. Ao todo, 37 membros foram acusados, alguns deles de crimes múltiplos”, afirma.

 

O jornal cita ainda que, mesmo com a impopularidade, a presidenta Dilma Rousseff nunca foi formalmente investigada ou acusada por corrupção, porém o vice-presidente Michel Temer, primeiro na linha sucessória caso ocorra o impeachment, está na mira da Lava-Jato por estar envolvido em um esquema de compra ilegal de etanol.

 

Michel Temer, primeiro na linha sucessória do impeachment, está sobre suspeita na Lava-Jato

Os deputados votaram no domingo (17) para prosseguir com o processo de impeachment, com vitória de 367 votos favoráveis a 137 contrários. A sessão que debateu o afastamento de Dilma durou quase 43 horas, se tornando a mais longa da história da Câmara. Aconteceram manifestações pró e contra o impeachment na Esplanada dos Ministérios e também nas principais cidades do país.

 

Importantes veículos de todo o mundo ironizaram a votação. O espanhol El país citou em reportagem intitulada "Deus derruba a presidente do Brasil", que “a grande maioria dos deputados que votaram a favor do impeachment pareceu se esquecer dos verdadeiros motivos que estavam em discussão".

 

Os alemães Der Spiegel e Die Zeit também fizeram fortes críticas, afirmando que o Congresso brasileiro mostrou “sua verdadeira cara” e que a votação “mais parecia um carnaval”. A britânica The Economist diz que os que votaram para o impedimento são em muitos maneiras “piores” que Dilma Rousseff e que o impeachment não resolverá a situação do país, apesar de pedir a renúncia da presidenta.

 

Apesar da baixa popularidade, Dilma não é acusada formalmente de corrupção

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