Por

LEICILANE TOMAZINI GUIMARÃES

CIDADES

Prevenir ou remediar?

Falta de vacinas contra gripe H1N1 preocupa a população

Intempérie é a palavra que define a atual situação do Brasil, metaforicamente falando. O ano de 2016 teve seu início marcado por acontecimentos de todas as naturezas, de ordem política, econômica e social, o que mais gera preocupação, no entanto, é a questão da saúde. Epidemias que assolam a população ganham proporções cada vez maiores, como é o caso da influenza A, provocada pelo vírus H1N1, que a cada dia faz mais vítimas no país.

 

Campanhas de vacinação estão sendo realizadas por todo o território nacional, priorizando os chamados grupos de risco, dentre os quais estão idosos, gestantes, mulheres até quarenta e cinco dias após o parto, crianças de seis meses a quatro anos de idade, portadores de doenças crônicas e trabalhadores da área da saúde que atendem casos da doença. O fato que chama a atenção, no entanto, é a falta de disponibilidade da vacina em várias localidades do país antes mesmo de a campanha nacional ter início.

 

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Inúmeras cidades já tiveram seus estoques de vacina esgotados, e as secretarias estaduais de saúde não têm previsão de quando receberão a próxima cota do governo federal. Tal situação vem causando crises de histeria na população, que faz filas nas portas das unidades de saúde em busca da prevenção contra a doença.

 

Em virtude dos estoques vazios de vacina na rede pública, a demanda de venda em clínicas particulares aumentou consideravelmente, o que nos leva a outra questão importante, a eficácia (ou falta dela) por parte do sistema público de saúde em atender integralmente à população. De acordo com o SUS (Sistema Único de Saúde), é um direito das clínicas de imunização conseguir sua própria demanda de vacinações, entretanto, o setor público tem o comprometimento de cobrir as necessidades da

população nesta área em sua totalidade.

 

Lamentavelmente, nós brasileiros que temos a maior carga tributária da América Latina, deparamo-nos com tal situação de disparidade, onde pagamos impostos, mas não temos sequer uma saúde pública de qualidade. O que nos resta então? Esperar pelas novas remessas de vacina contra a tão temida “gripe suína”, ou esvaziarmos um pouco mais nossos bolsos em busca de alternativas particulares. E se esta última não for uma opção, torcer para que esse caos na saúde pública tenha fim em breve.

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